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Twilight (Crepúsculo em português) é uma série de histórias de fantasia e romance sobre vampiros escrita por Stephenie Meyer. A saga conta a história de Isabella Swan (Bella), uma adolescente que se muda de Phoenix para Forks, em Washington, experimentando um mundo totalmente novo para si ao apaixonar-se por Edward Cullen, um vampiro.

Os quatro livros da série são contados sob o ponto de vista de Bella, exceto o epílogo de Eclipse e um terço de Breaking Dawn, que são narrados por Jacob Black. A série vendeu mais de 85 milhões de cópias ao redor do mundo.[1] Ambientação A história decorre principalmente na cidade de Forks, em Washington onde Bella e o seu pai, Charlie, moram. Outras cidades em Washington aparecem brevemente na série ou são mencionadas, como Port Angeles, Olympia, Seattle e a comunidade de La Push, no Condado de Clallam. Alguns eventos em Twilight acontecem em Phoenix, Arizona, onde Bella foi criada. Volterra, na Itália, aparece em New Moon. Jacksonville, na Flórida, é mencionada em Eclipse, quando Edward e Bella visitam a mãe dela, que se mudou para lá com seu marido. O México é pouco citado em "Lua Nova" e "Eclipse"; quando Jasper conta a Bella a história da sua vida. Já o Brasil é citado em "Lua Nova", quando Edward segue uma pista falsa de Victoria, e o Rio de Janeiro em "Amanhecer", quando Edward e Bella passam a lua-de-mel no país.

Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo (spoilers).

[editar] Origem e publicação A autora Stephenie Meyer disse que a idéia de Twilight veio de um sonho que ela teve em 2 de junho de 2003. O sonho era sobre uma garota humana e um vampiro que estava apaixonado por ela, mas também estava sedento de seu sangue. Baseada nesse sonho, ela escreveu a transcrição do que agora é o capítulo 13 do livro.[2] Apesar de ter pouca experiência, em três meses ela havia transformado o sonho em um romance completo.[3] Depois de escrever e editar o livro, ela assinou com a editora Little, Brown and Company por 750,000 dólares, um montante elevado para a primeiro publicação de um autor.[4] Megan Tingley, a editora que assinou com Meyer, disse que, na metade da leitura do manuscrito, ela percebeu que tinha um futuro bestseller nas mãos.[5] O livro foi publicado primeiramente em 2005.

Depois do sucesso de Twilight, Meyer expandiu a história em uma série com mais três livros: New Moon (2006), Eclipse (2007) e Breaking Dawn (2008). No total, os quatro livros da série venderam mais de 85 milhões de cópias mundialmente.[1]

[editar] Estrutura e gênero A série Twilight faz parte do gênero de ficção para jovens adultos, fantasia e romance, embora Meyer categorize seu primeiro livro, Twilight, como "suspense romance terror comédia".[6] No entanto, ela afirmou que considera seus livros como "romance mais do que qualquer coisa".[6] A série explora o não ortodoxo romance entre a humana Bella e o vampiro Edward, assim como o triângulo amoroso entre Bella, Edward e Jacob Black, um lobisomem.[7] Os livros evitam se aprofundar em sexo provocativo e drogas, porque, de acordo com Meyer, "Eu não acho que adolescentes precisem ler sobre sexo gratuito".[8]

Os livros foram escritos em primeira pessoa, primeiramente do ponto de vista de Bella, com o epílogo do terceiro livro e um terço do quarto sendo narrados por Jacob. Quando perguntada sobre a estrutura do romance, Meyer descreveu sua dificuldade de identificar a premissa do livro em alguma categoria específica:

"Eu tive tempos difíceis com isso. Porque se eu disser para alguém, 'Você sabe, é sobre vampiros', então imediatamente eles teriam sua imagem mental de como o livro é. E ele não é como os outros livros de vampiros por aí - os de Anne Rice e alguns que tenho lido. Não é o tipo de mundo obscuro e sombrio e sedento de sangue. Então quando você diz, 'É ambientado em uma escola secundária', várias pessoas imediatamente o colocam em outro grupo. É fácil classificar com descrições diferentes."[9]

Os livros são baseados nos mitos dos vampiros, mas os vampiros de Twilight diferem em vários elementos dos vampiros típicos. Por exemplo, os vampiros de Twilight tem dentes fortes ao invés de caninos; eles brilham à luz solar, não queimam; e alguns deles tomam sangue animal no lugar do sangue humano. Meyer disse que seus vampiros diferem dos outros porque ela não se informou sobre o canon dos vampiros, dizendo:

"Quando soube que Twilight poderia ser publicado que comecei a pensar se meus vampiros eram muito iguais ou muito diferentes dos outros. Claro, eu estava muito aprofundada nos meus personagens para fazer mudanças... então eu não tirei as presas e os caixões e as outras coisas para distinguir meus vampiros; isso é apenas como eles chegaram para mim."[10]

[editar] Temas e inspiração De acordo com a autora, seus livros são "sobre vida, não morte" e "amor, não luxúria".[11] cada livro da série foi inspirado e vagamente baseado em um clássico diferente da literatura. Crepúsculo em Orgulho e Preconceito de Jane Austen, Lua Nova em Romeu e Julieta de William Shakespeare, Eclipse em O Morro dos Ventos Uivantes e Amanhecer em outro livro de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão.[12] Meyer também afirmou que a série Anne of Green Gables, de Orson Scott Card e Lucy Maud Montgomery foi uma grande influência em sua escrita.[9]

Outros temas incluem escolha e livre arbítrio.[9][3] Meyer declarou que os livros são centrados na escolha Bella de como será sua vida, e na escolha dos Cullen de se abster de matar humanos ao invés de seguir seus instintos: "Eu realmente acho que essa é a metáfora secreta dos meus vampiros. Não importa ao que você está preso na vida ou o que acha que tem que fazer; sempre pode escolher outra coisa. Há sempre um caminho diferente".[3]

Meyer, uma Mórmon, reconhece que a sua fé tem influenciado seu trabalho. Ela disse que seus personagens "tendem a pensar mais sobre de onde vieram e para onde eles irão do que poderia ser típico".[8] Meyer também orienta seu trabalho a partir de assuntos como sexo, apesar da natureza romântica dos livros. Ela declarou que não teve intenção consciente de seus romances serem influenciados pela crença Mórmon, ou de promover as virtudes da abstinência sexual e pureza espiritual, mas admite que sua escrita é modelada por seus valores, dizendo, "não acho que meus livros estão sendo realmente impressivos ou obscuros, por causa de quem eu sou. Sempre haverá muita luz em minha histórias".[13]

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